Como funciona o Ecad, em português
Quem arrecada, quem distribui, por que demora e o que faz a sua obra receber menos do que deveria.
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O Ecad, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, é quem recolhe o direito autoral de execução pública no Brasil. Rádio, TV, streaming, show, bar, academia, festa: onde há música tocando para público, há arrecadação.
Ele não é uma empresa do governo nem uma associação de autores. É um escritório mantido por sete associações, que são Abramus, UBC, Sicam, Socinpro, Amar, Assim e Sbacem, e que centraliza a cobrança e faz a distribuição.
O caminho do dinheiro
- O Ecad cobra de quem executa música publicamente.
- Recebe dos executantes as informações de o que tocou, quando e quanto.
- Cruza essas execuções com a base de obras cadastradas.
- Distribui às associações, que repassam aos titulares.
Em 2025 foram R$ 2,1 bilhões arrecadados e R$ 1,7 bilhão distribuído a mais de 345 mil titulares, uma média de cerca de R$ 4,6 mil por titular no ano. A média engana: a distribuição é fortemente concentrada, e a cauda longa recebe muito pouco.
Por que demora
Entre a música tocar e o dinheiro cair na sua conta passam meses. Não é má vontade: é o tempo de coletar o que tocou de milhares de executantes, cruzar com a base, identificar titulares e fechar a competência.
Isso significa que existem dois relógios diferentes na sua vida de compositor. O valor que um artista paga para gravar a sua música entra em dias. O royalty de execução chega meses depois. Quem não entende essa diferença acha que está sendo enganado.
Onde a sua obra perde dinheiro
O cruzamento entre execução e obra é feito por dado. Quando o dado está errado ou faltando, a execução não encontra a obra:
- Obra não cadastrada, ou cadastrada sem ISWC.
- Nome do titular divergente entre o cadastro e o que foi informado.
- Split que não fecha 100%, ou titular sem documento.
- Fonograma sem ISRC ou com metadado incompleto.
Com o digital já em 33,6% da arrecadação e crescendo, isso piora: a distribuição é cada vez mais dirigida por dado, e obra com metadado ruim perde proporcionalmente mais do que perdia na era do rádio.
Como o Yawh resolve
Como editora habilitada, cadastramos a obra com o metadado correto desde a origem, com split assinado e titulares identificados por documento. Quando o dinheiro chega, você vê o extrato por obra e por competência: valor bruto recebido, participação editorial descontada e líquido. Linha a linha.
